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Candidatos ao “oscar” do mundo financeiro do Paraná mostram como superar a crise

15/09/2016 19:30:00

O IBEF PR realizou no ultimo dia 15, um bate-papo com os candidatos ao cobiçado Prêmio Equilibrista, considerado o “Oscar” do mundo financeiro.

Compareceram Sérgio Cordeiro , diretor administrativo e financeiro do Grupo madero, Rogério Latchuk, diretor administrativo financeiro da Arauco do Barsil,, José Carlos Lakoski Diretor Financeiro da Fundação Copel,Gisele Benetollo,Responsável pela Tesouraria, Crédito e Cobrança na América Latina da multinacional sueca de eletrodomésticos Electrolux.O candidato Antonio Sergio Alfano, Diretor Financeiro da Klabin,teve um imprevisto e não conseguiu estar presente.


Cada um deles apresentou suas credenciais para a votação, que mais uma vez está bem disputada.

Sérgio Cordeiro

Há cerca de dois anos à frente da área financeira do Restaurante Madero, grupo paranaense com dezenas de unidades no Brasil e também no exterior, Sérgio Cordeiro soma 25 anos de experiência nas áreas de Controladoria e Finanças desenvolvidas em empresas multinacionais e recentemente empresas nacionais.

No grupo Madero, ele responde pela reestruturação completa das áreas Contábil, Financeira, de Custos/Estoques e de Planejamento. Entre outras frentes, o trabalho incluiu um inventário geral dos ativos do grupo, gerando crédito tributário; ampla reestruturação societária e forte planejamento tributário; e desenvolvimento e implementação de plano de negócios para os próximos cinco anos, baseado em investimentos, rentabilidade e dívida.

Rogério Latchuk

O diretor de Administração e Finanças do Grupo Arauco do Brasil, Rogério Latchuk, é administrador, pós-graduado em Finanças e Gestão Empresarial. Iniciou a carreira na Placas do Paraná, adquirida em 2005 pela chilena Arauco, que atua na área florestal com negócios de celulose, madeira serrada e painéis de madeira. Vem trabalhando na reorganização societária do grupo com foco nas otimizações jurídicas e tributárias e melhora nos controles internos das áreas.

Latchuck apresentou o modelo de otimização de planejamento global de produção (para os três países em que a empresa opera). O grupo desenvolveu planilhas eletrônicas com uso de programação linear, que prevê a maximização da geração de caixa global, considerando variáveis como: ritmo de produção por produto/linha; preço CIF; frete; despesas aduaneiras; nível de serviço e estoques; e restrições de produção e comerciais.

Gisele Benetollo

Responsável pela Tesouraria, Crédito e Cobrança na América Latina da multinacional sueca de eletrodomésticos Electrolux, Gisele Benetollo é graduada em contabilidade pela UFPR e pós-graduada em Gestão de Pessoas pela ISPG. Tem 25 anos de experiência na área financeira e iniciou na empresa em 1993.

Em sua apresentação, Gisele mostrou que a Electrolux manteve o foco na disciplina financeira e preservação de caixa, combinando boas práticas com priorização de projetos e metas. Ela destacou alguns processos que apresentaram melhorias, eficiência e ganhos financeiros. Entre eles, a centralização de atividades da área de tesouraria e crédito no Brasil e a integração das operações latino-americanas.

José Carlos Lakoski

Formado em Ciências Econômicas e mestre em Administração, José Carlos Lakoski atua na indústria de fundos de pensão desde abril de 2013. Como diretor financeiro da Fundação Copel, administra cerca de R$ 9 bilhões em dois planos previdenciários, bem como Plano de Saúde para aproximadamente 42 mil pessoas. Anteriormente, atuou por 20 anos na área financeira da Copel.

Seu case mostra como manter a solvência dos planos previdenciários no curto prazo, respeitando a estratégia de longo prazo, diante de um cenário econômico adverso. Lakoski mostrou como a fundação reestruturou sua operação para enfrentar o agravamento da crise econômica brasileira a partir de 2013, e os efeitos dessa crise sobre o mercado financeiro, especialmente os preços dos ativos de renda variável e renda fixa.

O executivo liderou diversas ações estratégicas de longo prazo com movimentos táticos de curto e médio prazo. Como resultado, foi possível reverter o déficit de dos anos de 2014 e 2015 e obter superávit em 2016, em contraste com um cenário preocupante de déficit em 2015 de R$ 72,8 bilhões da indústria dos fundos pensão das entidades fechadas.

 

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