O domínio da IA: da ferramenta à estratégia de negócios

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*Fabiano Andrade, Diretor Executivo da TOTVS Curitiba

Em uma cidade com o DNA da inovação como Curitiba, a discussão sobre tecnologia avança rápido. A inteligência artificial, por exemplo, já superou a fase da experimentação e hoje se apresenta como um elemento central para a competitividade. No entanto, o verdadeiro domínio sobre essa tecnologia não está apenas em usar ferramentas, mas em integrá-la de forma estratégica ao coração da empresa.

A primeira onda de IA nos negócios foi marcada por ferramentas genéricas, muitas vezes operando de forma isolada dos sistemas de gestão. Chatbots para atendimento e geradores de texto para marketing. Sem dúvida são úteis, mas representam um uso tático e superficial. A transformação real, aquela que gera eficiência e abre novos caminhos, acontece em um nível mais profundo.

Essa evolução dá origem aos chamados agentes de IA. Pense neles não como aplicativos separados, mas como copilotos inteligentes que vivem dentro do seu sistema de gestão (ERP). Eles são especialistas: entendem o contexto da sua operação, automatizam tarefas complexas, analisam cenários e, o mais importante, entregam insights proativos para a tomada de decisão.

O princípio por trás do uso da IA é universal, ainda que sua aplicação seja altamente especializada. A mesma lógica que permite a um drone analisar a saúde de uma safra em tempo real pode ser usada para otimizar a gestão de leitos em um hospital ou prever a demanda no estoque de um varejista. A tecnologia deixa de ser uma camada externa para se tornar parte do processo, aprendendo e agindo com base nos dados específicos daquele negócio.

Essa aplicação transversal é visível na prática e redefine a produtividade em múltiplos setores. Na indústria, a IA pode aprimorar a eficiência produtiva com análises preditivas. Na gestão de portfólios complexos, ela auxilia na análise de cenários e na consolidação de dados para decisões estratégicas. O resultado é o mesmo: mais inteligência, menos trabalho manual e maior capacidade de resposta ao mercado.

Portanto, o desafio para as empresas em um mercado tão dinâmico quanto o de Curitiba é mudar a perspectiva. O verdadeiro domínio da IA não virá da adoção de mais uma ferramenta, mas da construção de um ecossistema onde a inteligência artificial trabalha a favor da estratégia de negócio. É essa visão que separa os líderes dos demais.

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